sábado, 31 de março de 2012

Silicone: Vaidade que pode ser perigosa


 Por: Rodrigo Barba

O Brasil é o segundo colocado no ranking mundial de implantes de silicone. De acordo com a pesquisa do Instituto Data Folha, realizada em 2008, mais de 150 mil pacientes colocam as próteses por ano no país. Entretanto, após episódios de adulterações em próteses das empresas PIP, de origem francesa, e da holandesa Rofil, que foram impedidas de serem importadas, distribuídas ou comercializadas, desde o dia 22 de março estão suspensas as vendas de todas as marcas de próteses para os médicos do país, inclusive os nacionais.

Divulgação: Internet
 A medida tomada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é temporária, até que os fabricantes obtenham o selo de qualidade do INMETRO, que irá avaliar os componentes e a resistência do produto. A Agência decidiu, também, que os médicos deverão informar aos pacientes sobre os riscos que estas cirurgias podem acarretar e sobre a vida útil do produto.  

As próteses vão passar por testes mecânicos, biológicos e químicos nos laboratórios do INMETRO. Serão feitas análises em microscópio que tentarão detectar a presença de metais pesados, como cádmio, chumbo e mercúrio, que são prejudiciais a saúde.

É importante lembrar que os implantes de silicone tratam-se de um procedimento cirúrgico e, como qualquer outro, requer cuidados pré, intra e pós-operatórios. De acordo com o cirurgião plástico, Drº Juvenal Frizzo Neto, do Hospital Albert Einstein, após os 18 anos a paciente está apta a receber um implante mamário, desde que haja uma indicação, pois, a partir desta idade a menina já tem sua constituição corporal formada. Ainda de acordo com Frizzo, a cirurgia deverá ser feita em ambiente hospitalar ou clinicas especializadas, pois é possível ocorrer alguma reação alérgica a algum medicamento, por isso, é de extrema importância que o local da intervenção cirúrgica esteja de acordo com as determinações da ANVISA. 

Prótese rompida da marca francesa PIP (Foto:AFP)

Algumas pessoas, movidas pela vaidade, não se preocupam com estes riscos. Moradora de Bangu, a vendedora Simone dos Santos, 28 anos, sofreu um choque anafilático em uma clínica clandestina e por pouco não perdeu a vida. “Fui movida pela facilidade no preço e no pagamento e não me preocupei com o resto, me arrependo e não indico isso pra ninguém, o barato quase me matou”, conta Simone.

Nenhum comentário:

Postar um comentário