Por: Rodrigo Barba
O Brasil é o segundo colocado no ranking mundial de
implantes de silicone. De acordo com a pesquisa do Instituto Data Folha,
realizada em 2008, mais de 150 mil pacientes colocam as próteses por ano no
país. Entretanto, após episódios de adulterações em próteses das empresas PIP,
de origem francesa, e da holandesa Rofil, que foram impedidas de serem
importadas, distribuídas ou comercializadas, desde o dia 22 de março estão suspensas as vendas de todas as marcas de próteses para os médicos do país, inclusive os
nacionais.
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| Divulgação: Internet |
A medida tomada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) é temporária, até que os fabricantes obtenham o selo de qualidade do
INMETRO, que irá avaliar os componentes e a resistência do produto. A Agência
decidiu, também, que os médicos deverão informar aos pacientes sobre os riscos
que estas cirurgias podem acarretar e sobre a vida útil do produto.
As próteses vão
passar por testes mecânicos, biológicos e químicos nos laboratórios do INMETRO. Serão feitas análises em microscópio que tentarão detectar a presença de metais
pesados, como cádmio, chumbo e mercúrio, que são prejudiciais a saúde.
É importante lembrar que os implantes de silicone tratam-se
de um procedimento cirúrgico e, como qualquer outro, requer cuidados pré, intra
e pós-operatórios. De acordo com o cirurgião plástico, Drº Juvenal Frizzo Neto,
do Hospital Albert Einstein, após os 18 anos a paciente está apta a receber um
implante mamário, desde que haja uma indicação, pois, a partir desta idade a
menina já tem sua constituição corporal formada. Ainda de acordo com Frizzo, a
cirurgia deverá ser feita em ambiente hospitalar ou clinicas especializadas,
pois é possível ocorrer alguma reação alérgica a algum medicamento, por isso, é
de extrema importância que o local da intervenção cirúrgica esteja de acordo
com as determinações da ANVISA.
Prótese
rompida da marca francesa PIP (Foto:AFP)
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Algumas
pessoas, movidas pela vaidade, não se preocupam com estes riscos. Moradora de
Bangu, a vendedora Simone dos Santos, 28 anos, sofreu um choque anafilático em uma clínica clandestina e por pouco não perdeu a vida. “Fui movida pela
facilidade no preço e no pagamento e não me preocupei com o resto, me arrependo
e não indico isso pra ninguém, o barato quase me matou”, conta Simone.

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