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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Stand-up cada vez mais brasileiro


Tradição teatral americana cria raízes no Brasil e diverte os cariocas

Por Carlos Eduardo Silva

A grande sensação do momento é ir ao teatro para assistir às comédias Stand-Up, um formato de pocket show consagrado nos Estados Unidos e que hoje faz rir plateias no mundo todo. O stand-up ganhou o gosto do público com espetáculos como “Terça Insana”, “Comédia Em Pé” e “Nós Na Fita”, que ficam em cartaz nos teatros durante anos. O tipo de apresentação que faz o “timing” valer mais que os trejeitos do ator, deslanchou no Brasil de uns tempos pra cá e se adaptou ao estilo de humor brasileiro.

O show “Comédia A La Carte”, sucesso de público e crítica, está em cartaz há mais de um ano no Teatro Miguel Falabella, e sempre traz algo novo para entreter o público carioca. Os comediantes Felipe Absalão e Marcelo Oliosi (o Smigol do ‘Rock Bola’ e do ‘Pisando na Bola’ da SporTV) fazem parte do elenco fixo da peça que se modifica a cada apresentação, com convidados diferentes a cada semana incluindo sempre novos textos, novas sacadas, novas oportunidades de dar uma boa gargalhada. “O nome A La Carte vem da ideia de levar ao público sempre um cardápio variado de comediantes, o que faz com que o show seja diferente a cada apresentação”, afirma Absalão.


 
Felipe Absalão tem mil e uma utilidades. Além de ser ator, ele também é produtor, roteirista e diretor do espetáculo. Formado em Ciências da Computação, migrou para a comédia por acaso. O sucesso de suas imitações entre os amigos fez com que Felipe decidisse fazer dublagem. Para isso, ele precisaria de seu DRT (registro de ator), o que não possuía. Para conseguir o seu DRT, ele participou de vários cursos de teatro. Um desses cursos era uma oficina chamada Teoria da Improvisação, ministrada por Fernando Caruso e Daniela Ocampo, onde surgiu a ideia para o stand-up. “O Caruso deu a dica do stand-up. O Comédia em Pé estava começando, então ele me chamou pra participar. Eu escrevi vários textos, me apresentei com eles várias vezes e foi muito bacana, o público gostou muito e eu também”, afirma Felipe.

No humor simples e ágil do stand-up, Felipe aborda assuntos do cotidiano como notícias, esportes, relacionamentos e celebridades, o que faz com que o espectador se identifique com as situações. “A gente acaba falando do que a gente vive. Eu, por exemplo, eu sou gordinho, então eu vou falar das situações que eu passo como gordinho. O cara que é solteiro vai falar da balada, o casado vai reclamar da esposa, e por aí vai. A gente pega o que é notícia, o que é atual e o que a gente vê no dia-a-dia para fazer piada. Isso acaba atingindo o pessoal da plateia. Sempre tem alguém que já passou por algo parecido”, diz o comediante.

A maior dificuldade da comédia “em pé” é o texto ser o suporte fundamental do ator. “O stand-up é bem diferente dos outros tipos de humor. Na comédia você vê cenários, figurinos, vários personagens. Aqui não, você não tem nenhum apetrecho. É você e o microfone o tempo todo. Se a plateia não gostar, é porque ela não gostou de você”, enfatiza.

Para auxiliar a nova safra de comediantes, Felipe firmou parceria com o teatro Miguel Falabella e irá ministrar uma oficina a partir de outubro deste ano. “Nós vamos abrir um espaço para ensinar como montar um grupo de stand-up e como ser um mestre de cerimônias. Não será só a técnica pra construir a piada, mas também ensinar o cara a se manter no stand-up comedy”, afirma. O curso não é somente para iniciantes. Atores já formados também podem participar. “Quem começa com stand-up têm a chance de ir muito além na profissão. Em termos de roteirização, você tem que criar o seu texto no stand-up, e esse é um ótimo exercício pra quem está querendo começar neste ramo e também pro cara que quer se aprimorar”, completa Felipe.

Foto: Divulgação
Felipe Absalão e Marcelo Oliosi, o Smigol do Sportv

Exposição “Nós do mundo” aborda relação entre seres humanos e o planeta na Fiocruz




 A mostra sobre desenvolvimento sustentável coloca em destaque os debates da Rio+20 no Museu da Vida  

Por Jessica Silva da Gama

Foto: Divulgação/Luanda Lima

Às vésperas da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o Museu da Vida da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurou nesta sexta-feira (25/5) a exposição “Nós do Mundo”, que aborda de forma lúdica e interativa os temas que estarão em debate na Rio+20. A mostra com entrada franca estará aberta até 28 de julho, e tem o objetivo de fazer com que o público reflita sobre a questão do desenvolvimento sustentável como garantia para as próximas gerações.

Por meio de imagens, áudio, vídeos e outras atividades, a exposição aborda temas como consumismo exagerado, mudanças climáticas, matrizes energéticas, desigualdades sociais e degradação do meio ambiente. A intenção da mostra é que os visitantes utilizem esses recursos interativos para se informar sobre o cenário mundial contemporâneo e as soluções já postas em prática para um desenvolvimento mais sustentável. “Nós consideramos que um museu de ciência é um espaço não só para transmitir conhecimentos científicos, mas também para discutir temas quentes que estão aí na pauta do dia a dia. A ideia é sensibilizar e até mesmo provocar os visitantes com relação às questões em foco na Rio+20”, afirmou Luisa Massarani, chefe do Museu da Vida. 


Foto: Divulgação/Luanda Lima
Consumismo exagerado, mudanças climáticas, degradação ambiental, matrizes energéticas e desigualdades sociais são os temas abordados nos painéis. Além disso, a mostra também contém módulos interativos. Há uma linha do tempo, que o visitante pode acionar e com isso acompanhar a evolução das discussões que regem a Rio+20, e uma bicicleta que, ao ser pedalada, transforma a energia produzida em energia elétrica.

Uma casa em miniatura com informações sobre o gasto de energia pelos aparelhos mais comumente utilizados nas residências brasileiras, e a simulação de um supermercado, no qual o visitante, ao passar no leitor o código de barras de um produto recebe informações ambientais a respeito dessa mercadoria, são outros dois módulos interativos da exposição. 

Foto: Divulgação/Luanda Lima
A mostra “Nós do mundo” faz parte das atividades promovidas pela Fiocruz por ocasião da Rio+20, além de marcar o aniversário de 13 anos do Museu da Vida, 25 anos da Casa de Oswaldo Cruz e 112 anos da Fiocruz.

A exposição que tem curadoria de Vanessa Guimarães conta com a parceria do Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico de Inhotim (MG) e colaboração da Eletrobras Furnas. Com entrada gratuita, a mostra pode ser visitada até 28 de julho, de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, mediante agendamento pelo telefone (21) 2590-6747 ou pelo e-mail recepcaomv@coc.fiocruz.br. Aos sábados, a visitação é livre das 10h às 16h. O Museu da Vida fica na Avenida Brasil, 4365, no campus da Fiocruz, em Manguinhos.

domingo, 3 de junho de 2012

Muito além dos muros da cidade


Com ilustrações personalizadas, eletrodomésticos e outros materiais se tornam artigos de luxo

Por Nathalia Sandonato

Ter uma decoração diferenciada entrou na moda. E a classe média não se limita a apenas ter belos quadros na parede. Tatuadores, grafiteiros e ilustradores ganham espaço invadindo novas superfícies, esbanjando a arte de rua nas casas mais chiques Brasil afora. Há quem pague mais de R$ 5 mil para ter os traços do grafiteiro Chivitz expostos em sua sala de estar, por exemplo.

Ilustração feita por Chivitz em restaurante de São Paulo (Foto: Divulgação)
Ilustração feita por Chivitz em restaurante de São Paulo
Para transformar geladeiras, elevadores ou a própria roupa em um minimuseu, com ilustrações e design exclusivos, requer investimento financeiro. Chivitz fez seu nome ocupando muros e paredes públicas e revela que vive da venda de suas telas, expostas em galerias de arte, mas engorda o orçamento com o que chama de “moralismo”, nome capitalista do grafite. “Grafite não tem preço, a gente faz do jeito que quer, onde bem entende, com o risco de ser detido. Moralismo é a nossa arte paga”, dispara o artista.

O nome que virou marca, hoje é procurado para personalizar ambientes e, principalmente, pontos comerciais. Já fez fachadas de restaurantes requintados na Zona Sul de São Paulo e desenhou seu boneco característico em espaços residenciais – geladeiras e paredes. Não revela seu preço, mas assume que o valor ultrapassa os quatro dígitos.



Fernando ilustra as diferentes superfícies que lhe aparecem (Foto: Divulgação)
Fernando ilustra as diferentes superfícies que lhe aparecem
Já o designer Fernando Chimarelli viu sua carreira decolar quando divulgou seus desenhos na internet. O traço, que mistura referências da arte indígena e peruana com caricatura e art déco, caiu nas graças de galeristas internacionais inicialmente. Depois de algumas exposições fora do país, ele passou a receber demandas do mercado publicitário. Foi convidado para ilustrar uma série especial de geladeiras, tem seus desenhos impressos em uma linha de mouses de uma gigante multinacional, e agora deve participar de um evento em que personalizará a lataria de um carro.

Arthur de Camargo e Maria Fernanda Brum, donos do estúdio de tatuagem e galeria de arte Analogic Love, na Zona Sul da capital paulista, sempre reproduziam nas paredes dos estabelecimentos onde trabalhavam um demonstrativo do que eram capazes de fazer na pele dos clientes. Quem os contrata para decorar ambientes residenciais, seja através da mediação de decoradores ou do contato direto, precisa desembolsar R$ 700 por m² e de olhos vendados. O casal não trabalha com briefing e considera o novo ramo uma extensão do que fazem na pele.

Hall social e elevador ilustrados por Fernanda e Arthur (Foto: Divulgação)
Hall social e elevador com a arte de Fernanda e Arthur
“Parede é um conhecimento que a gente possui. Nós sentimos o ambiente e propomos o que achamos bacana para o cliente. É o mesmo processo que ocorre dentro do estúdio. Vendemos um trabalho essencialmente autoral”, define Arthur. Além da customização, os móveis tatuados apetecem quem não tem coragem de ostentar tais desenhos pelo corpo. “Muita gente não tem o perfil pra se tatuar, ou não gosta, mas admira o desenho, o traço.”

A ocupação de novos territórios não é um movimento artístico. Foi provocada por uma questão de oferta e procura. Coube aos profissionais do ramo aproveitar a maré para nadar de braçada.


Resenha: Pé na Estrada, de Jack Keroack

Por Filipe de Paiva

Com a aproximação da estreia do novo filme de Walter Salles, “Na Estrada”, que chega aos cinemas em 13 de julho, o livro de Jack Kerouack que serviu de inspiração para o roteiro volta a ganhar destaque e conquistar novos fãs no meio literário.

(Imagem: Internet)

A história é narrada por Sal Paradise e acompanha a vida dele e de Dean Moriarty cruzando os EUA várias vezes, seja de ônibus, carro, pedindo carona, pulando em trens ou o meio de transporte do qual dispuserem. Amizades e relacionamentos extremos, sexo, drogas, rock e jazz recheiam as páginas que passam rapidamente, quase sem ser notadas. Para os fãs de enredos móveis, que não criam raízes e estão sempre apresentando novos lugares e personagens, todos marcantes e bem desenvolvidos, a obra que consagrou Kerouac é um prato cheio.

De todos os muitos personagens, Dean é a alma do livro. Ele é a personificação da alegria, da espontaneidade, da irreverência e, por vezes, da indiferença. Sua presença é muito forte, mesmo nos capítulos em que ele está ausente. O magnetismo dele vai além dos personagens e contagia o leitor. Quando ele fala, automaticamente se começa a ler mais rápido, completamente levado por sua onda de urgência e agitação. Ele é como uma criança que simplesmente faz o que dá vontade, levando o Carpe Diem ao exagero.

Sal Paradise também deixa sua marca. Além deles, Camille e Marylou, duas das muitas mulheres de Dean, são tão amáveis e odiáveis quanto ele e, apesar de toda a loucura da qual nem elas escapam, são um pouco do “pé no chão” da história. Old Bull Lee é o drogado sábio que tem muita coisa a ensinar, mesmo que nem sempre o faça. E todos os outros personagens têm sua pequena grande parcela de importância, seja para a vida de Sal e Dean, seja para o livro em si.

A narrativa de Kerouac é envolvente – a impressão que se tem é de estar em um bar batendo um papo com o autor enquanto se tomam uma cerveja e ouve boa música. E falando em música, o livro é tão – ou mais – ritmado quanto uma. O fluxo de palavras é contínuo e às vezes até pede fôlego, mesmo sem ler em voz alta.

Walter Salles tem em mãos uma história riquíssima. Se a adaptação for bem feita, ele, a equipe e o elenco podem se preparar para diversos prêmios. “Pé na Estrada” é uma obra prima literária que merece ser lida.

sábado, 2 de junho de 2012

Exposição Amazônia Ciclo de Modernidade

Natureza e cultura da região são temas da exposição no centro Cultural Banco do Brasil.


Por: Roberta Lima

Está em exibição no Centro Cultural do Banco (CCBB) a exposição Amazônia – Clico de Modernidade, com curadoria de Paulo Herkenhoff, que conta a história da Amazônia a partir da sua produção técnica. A mostra é o principal projeto cultural da instituição para o Rio+20, e é composta por 300 obras de arte, de 76 artistas, que vão desde o século XVIII até os dias atuais. Os objetos expostos compreendem o passado pelo Iluminismo, ciclo da borracha, modernidade e contemporaneidade.


Foto:  internet 

A mostra apresenta fotografias, pinturas, aquarelas, desenhos, esculturas, objetos, vídeo documentos raros de artistas como Emmanuel Nassar, Frans Krajcberg e Pierre Verger entre outros. Isso você vai encontrar logo no primeiro andar do CCBB, o visitante é surpreendido por instalações de arte popular criada por artesãos de Paratins, que mostra uma grande árvore na qual se encontram animais da região, arbustos de açaí e de guaraná.

 
"Mentira Repetida": Video de Rodrigo Braga
A exposição começa com duas peças que causam grande impacto. A primeira são os gritos do Artista amazonense Rodrigo Braga no meio da Floresta, a performance e intitulada “Mentira repetida” foi gravada em vídeo. A outra é uma fotografia da paranaense Berna Reale, retratada deitada nua enquanto urubus devoram pedaços de carne espalhados sobre seu corpo.

Fotografia Berna Reale

O público ainda terá a sensação de viajar pela Floresta Amazônia ao percorre numa sala escurecida, uma cena em que o índio Ymá Nhandetama discorre sobre a condição indígena atual do Brasil. A exposição é totalmente gratuita e pode ser visitada de terça a domingo, das 9h às 21h, até 22 de julho. O CCBB fica na rua Primeiro de Março,66, no centro, telefone 3808-2030.


domingo, 27 de maio de 2012

Green Nation Fest aproxima cariocas dos debates sobre meio ambiente e sustentabilidade


Sensibilizar pessoas para agir por um mundo mais sustentável é o principal objetivo do festival que irá trazer as polêmicas questões da Rio+20 para perto dos cidadãos


Por Jessica Silva da Gama

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a cidade do Rio de Janeiro receberá outro evento importante que promete aproximar o público dos debates sobre meio ambiente. Entre os dias 31 de maio e 7 de junho, a primeira edição do Green Nation Fest transformará a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, no palco de um espetáculo interativo e sensorial. O evento, que tem entrada gratuita poderá ser visitado de 9h às 18h, e promete conscientizar e estimular o público a promover mudanças no estilo de vida por um mundo mais sustentável.
Foto: Divulgação do Festival

O festival irá trazer questões ambientais de forma divertida e lúdica, utilizando o cinema, educação, esportes e moda como ferramentas de abordagem. Realizado pelo Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (CIMA), o Green Nation Fest tem como principal desafio fazer com que o público saia dessa experiência com a ideia de um compromisso mínimo para realizar práticas sustentáveis. O diretor do CIMA, Marcos Didonet, explica que para isto a organização do evento investiu forte no uso da tecnologia para simular mudanças climáticas e desastres ambientais através de efeitos interativos disponíveis aos visitantes na Feira Interativa e Sensorial. “Falaremos sobre meio ambiente de uma forma que chame a atenção de todos. Por isso, o evento tratará do assunto de maneira agradável, interativa e com entretenimento”, declarou.

Além de poder sentir os efeitos climáticos por meio da simulação de situações extremas como degelo, queimada e inundação, os visitantes que circularem pelo evento, também irão encontrar diversas atividades. O festival abrigará a Mostra Internacional de Longas, com a exibição de “Salmon Fishing in the Yemen”, de Lasse Hallström, estrelado por Ewan McGregor e “Carbon Rush” dirigido por Amy Miller, narrado por Daryl Hannah e Karine Vanasse,  em sua première mundial. Os curtas também terão espaço no evento, a Mostra Internacional de Curtas exibirá vários filmes selecionados de grandes festivais de cinema como Animamundi, ComKids e o francês FIFE. Dentre as mostras, destaca-se a Vídeo Ambiental, composta por filmes produzidos por alunos da rede municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro.


Foto: Divulgação Museu Nacional

Em um momento único de discussão sobre sustentabilidade ordenada pelo Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e a Rio + 20, o Green Nation Fest aproxima as discussões protagonizadas pelos grande líderes mundiais dos cariocas. O Museu Nacional receberá os seminários sobre “Economia verde e criativa”, que contará com a presença de personalidades nacionais e internacionais do mundo acadêmico e corporativo em um debate sobre as iniciativas e soluções de sustentabilidade já propostas. Arquitetura, Design, Moda, Alimentação e Novas Tecnologias serão alguns dos temas abordados com foco em práticas sustentáveis. Os debates acontecem de 5 a 7 de junho, das 10h às 18h, no Auditório do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.

Com uma área de ocupação de 12.000 m² e expectativa de público em torno de 60 mil visitantes, o festival em parceria com Secretaria Municipal de Meio Ambiente irá presentear todos os participantes com uma muda de árvore. Entre mais de 40 espécies distribuídas aleatoriamente, uma árvore será plantada em nome de cada padrinho no Parque Natural Municipal de Grumari, área de reflorestamento, no município do Rio de Janeiro. Além do certificado de apadrinhamento da muda, também será entregue uma senha para que o visitante acesse o portal Nossas Árvores e conheça mais sobre a espécie recebida, o local de plantio e as outras espécies que fazem parte desse ecossistema.

Para iniciar a jornada de conscientização do Green Nation Fest, os participantes irão ser sensibilizados através da “Pegada de Carbono”, que é um sistema informatizado que calcula a quantidade de gás carbônico que foi lançado na atmosfera para que cada visitante pudesse chegar ao local. O evento também terá a premiação do concurso cultural "Tapete Verde", a Exposição de Cartuns, Oficinas lúdicas e educativas, Aulão de Yoga, Observação de Pássaros e o Espaço Quis que irá oferecer bolsas de estudo para o ensino superior e cursos livres.



Pontos turísticos do RJ com descontos: Projeto Carioquinha 2012

Por Cristiane Alves




Muitas pessoas que moram no Rio de Janeiro não conhecem os principais pontos turísticos da cidade. Nem os menos famosos nem os mais célebres, como o Pão de Açúcar, a Floresta da Tijuca, a Baía de Guanabara, o Corcovado, o Maracanã, entre outros.
O carioca poderá apreciar o Rio como se fosse turista. O Projeto Carioquinha, em sua 14ª edição, desembarca na cidade com descontos e promoções em 140 atrações turísticas para nascidos e moradores do Rio e da região metropolitana.
Em vez de 30 dias, desta vez serão dois meses de promoção – até 4 de junho, o Carioquinha Cidade, dedicado apenas às atrações promocionais na capital. Em seguida, de 5 de junho a 1º de julho, os cariocas e fluminenses poderão desfrutar de descontos em serviços no interior do estado.
Para aproveitar os descontos, o usuário deve comprovar que nasceu no Rio de Janeiro ou nos municípios do Grande Rio (Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Paracambi, Nova Iguaçu, Queimados, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá), apresentando documento oficial com foto (identidade). No caso de moradores da cidade, além do documento de identificação, é necessário mostrar uma conta de luz, água, telefone ou gás.
A programação completa do Projeto Carioquinha 2012 está disponível, no site www.carioquinha.com.br.
Entre as atrações do projeto, podemos destacar:
Bondinho do Pão de Açúcar
Um dos principais pontos turísticos da cidade. Na promoção, de R$ 56,00 por R$ 36,00 (32% de desconto), não cumulativo a outros descontos já existentes (estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais).
Endereço: Avenida Pasteur, 520, Urca, tel. 2546-8400. De 8h às 19h50 / www.bondinho.com.br.

Trem do Corcovado
Aproveite para visitar com desconto uma das sete maravilhas do mundo moderno e símbolo maior da cidade! O passe para o trem do Corcovado também está nas atrações promocionais do Carioquinha, e inclui o acesso ao Cristo Redentor.

Conhecer um pedacinho do Rio em alto mar e, de brinde, ver a orla do Flamengo ao Leblon de um novo ângulo. Saindo da Marina na Glória, os passeios ao arquipélago das Cagarras têm desconto de 25% durante o Carioquinha. A atividade inclui uma parada de 30 minutos em frente à praia de Ipanema, para você mergulhar à vontade.
Carioquinha: de R$ 43,00 por R$ 36,00 (16% de desconto)
Trem do Corcovado: Rua Cosme Velho, 513, tel. 22558-1329. De 8h às 19h / www.corcovado.com.br.


Passeio às Ilhas Cagarras
Carioquinha: de R$ 80,00 por R$ 65,00 (25% de desconto)
Contato: tels. 2225-7434 / 9986-9678. Direito a guia bilíngue e bar com venda de bebidas. De quarta a domingo, com saídas às 10h da Marina da Glória. Retorno às 14h30. Mínimo de dez pessoas. www.passeionascagarras.com.br.

Passeio de jipe pela Floresta da Tijuca
Um passeio ideal para quem gosta de aventuras, mas tem preguiça de caminhadas ou escaladas, é o tour de jipe. Você vai visitar diversas áreas verdes e pontos turísticos da cidade, como a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador, além de cachoeiras escondidas na mata carioca. No Carioquinha, mais de uma empresa oferece a atividade. Escolha o roteiro que melhor se encaixar nos seus planos.
* Carioca Way of Life. Saída de hotéis da zona sul do Rio, todos os dias, a partir das 14h. Duração aproximada de quatro horas. Tel. 8135-8689 / www.cariocawayoflife.com.
Carioquinha: de R$ 140,00 por R$ 98,00 (30% de desconto).
* Jeep Tour Floresta da Tijuca. De 10h às 16h. Duração aproximada de quatro horas. Tel. 2108-5800/5818 / www.jeeptour.com.br.
Carioquinha: de R$ 100,00 por R$ 70,00 (30% de desconto).

Passeio Marítimo e Ilha Fiscal
A bordo do rebocador Laurindo Pitta, que participou da primeira guerra mundial, em 1918, o carioca vai passar pelas Ilhas Fiscal, das Cobras, das Enxadas e Villegagnon, além das da cidade de Niterói, conhecendo a história de cada local, suas utilizações pela Marinha e as principais características dos navios de guerra atracados na Ilha das Cobras. A Ilha Fiscal, onde fica o histórico castelinho que abrigou o último baile do Império, também pode ser incluído no roteiro. A visita guiada parte do cais do Espaço Cultural da Marinha e o acesso à ilha é feito pela escuna Nogueira da Gama. De brinde, uma vista fabulosa da Baía de Guanabara.
Carioquinha: de R$15,00 por R$7,00 (53% de desconto). Não cumulativo com a meia-entrada.
Av. Alfredo Agache, no final da Praça Quinze, Centro. Tels. 2104-6992/2233-9165 / www.dphdm.mar.mil.br . Ilha Fiscal: quinta a domingo,12h30,14h e 15h30. Passeio Marítimo: quinta a domingo, 13h15 e 15h15.

Passeio de saveiro pela Baía de Guanabara
Do Leme ao Pontal, você vai contemplar a orla carioca; e, do mar, observar diversos pontos turísticos apreciados por quem visita a cidade.
Carioquinha: de R$ 40,00 por R$ 20,00 (50% de desconto).
Local: Av. Infante Dom Henrique, S/N - Marina da Glória. Tel. 2225-6064 / www.saveiros.com.br. Saídas diárias das 9h30 às 11h30. Crianças de cinco a dez anos pagam metade do valor. Reservar com um dia de antecedência