Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Convergir é preciso

Ilustração acerca da polivalência midiática
Ilustração acerca da polivalência midiática
Por Carlos Eduardo Silva


A “polivalência midiática” (KLINENBERG, 1999) permite um modo de produção em que cada uma das mídias que compõem um conglomerado utilize produtos de outras, assim como equipamentos. É cada vez mais comum encontrarmos dentro das redações da mídia impressa, estúdios de rádio e televisão que permitem a produção de material em linguagens diversas. O resultado é que os jornalistas dispõem de menos tempo para apurar e redigir, produzindo notícias mais superficiais.

Blogs

A palavra blog foi utilizada pela primeira vez em 1997, por Jorn Barger, quando este chamou seu próprio site de "weblog". Em 1999, o internauta Peter Merholz, em uma brincadeira, partiu a palavra em "we blog". O termo blog acabou pegando, tanto como verbo quanto como substantivo.

As principais características dos blogs estão relacionadas à facilidade do manuseio, à interatividade e a ligação de outros internautas, deram origem a uma grande comunidade, chamada de blogosfera. Nela, os blogs “estabelecem relações privilegiadas com outros que abordam temáticas semelhantes, criando pequenas redes de interesses”. (CANAVILHAS, 2004, p.1).


Case ACM

Em junho de 2001, o blogueiro Sério Faria causou grande constrangimento ao senador da República Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Em seu blog Catarro Verde, Faria mostrou que, no discurso de renúncia ao mandato, Magalhães havia plagiado outro discurso, proferido pelo então deputado federal Afonso Arinos em 1954. A descoberta virou notícia de televisão.


Current TV

Em 2005, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore e seu sócio, Joel Hyatt, fundaram a Current TV, um canal a cabo que encoraja os telespectadores a contribuírem com suas próprias notícias em vídeo. Os “viewer-created content” ou “vc2” respondem agora por 30% do tempo de programação exibido no canal e essa taxa tende a aumentar. No site da emissora, a política de publicação é clara: Qualquer um que queira contribuir pode postar um vídeo. Os usuários da comunidade Current votarão naqueles que deverão ser exibidos na TV. Você pode participar em qualquer etapa: assistir e votar ou fazer um vídeo. (Temos também um treinamento on-line para ajudá-lo nas habilidades necessárias para fazer TV!) Esta não é definitivamente uma rede de TV tradicional. Assistindo Current, você verá mais, em mais tópicos, com mais pontos de vista. Mas para ter êxito, precisamos que você faça mais do que assistir; precisamos que você se junte a nós e participe.

Current TV, criada por Al Gore e Joel Hyatt, incentiva produção de notícias em vídeo feitas pelos telespectadores
Current TV, criada por Al Gore e Joel Hyatt, incentiva produção de notícias em vídeo feitas pelos telespectadores


CrossMedia é a distribuição de serviços, produtos e experiências por meio das diversas mídias e plataformas de comunicação existentes no mundo digital e offline. Conceito dos anos 90, envolvendo publicidade em múltiplos meios. Ou seja, um conceito simplista sobre publicidade e canais de veiculação.

Em 2005, o presidente da Rede Minas de televisão, Antônio Achilis, sinalizou a preocupação das emissoras em todo o mundo em criar programas utilizando a integração de diversas mídias, com o objetivo na maior participação do público. Na época, encomendaram-nos um projeto de programa de TV neste formato, voltado para o pequeno empresário e patrocinado pelo Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). A proposta, encaminhada a Brasília, tinha como mídia principal a televisão, porém estendia-se em formatos diferentes a Internet, rádio, revista e telefonia celular.


Caminhos da convergência das mídias



Convergência das mídias e o impacto na sociedade


Por Carlos Eduardo Silva

 
A  transmissão de informações pela internet atrai o leitor moderno (Foto: Divulgação)
A  transmissão de informações pela internet atrai o leitor moderno

As tecnologias de informação e comunicação estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, seja no cotidiano social, seja no espaço escolar. No entanto, o que se torna preciso hoje é a nova perspectiva da interatividade. Com essa visão a convergência das mídias vem propor uma transformação no papel da comunicação, onde os sujeitos passam de simples consumidores ou receptores para, além disso, serem possíveis autores de produção no processo de informação. Isto ao mesmo tempo. Nesse contexto, o celular é um dos artefatos tecnológicos que ilustra bem a convergência das mídias, pois num mesmo aparelho encontra-se reunidas várias funções. Frente a este cenário, convém destacar que: a principal capacidade da convergência das mídias é a de possibilitar a integração de dispositivos digitais e o seu uso sob demanda. Mas há um aspecto mais evidente e importante a se destacar na contribuição da convergência das mídias: a interatividade.

Para que se possa falar sobre jornalismo multimídia, primeiramente deve-se entender a cultura de convergência que impera nos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo.


Acesso à informação na palma da mão (Foto: Divulgação)
Acesso à informação na palma da mão

A “Convergência das Mídias” é um termo criado por Henry Jenkins, que fala de um processo multidimensional que, facilitado pela implantação generalizada das tecnologias digitais, afeta os meios tecnológicos, empresarial, profissional e editorial dos meios de comunicação, propiciando uma integração de ferramentas, espaços, métodos de trabalho e linguagens anteriormente desagregados, de forma que os jornalistas elaborem conteúdos a ser distribuídos através de inúmeras plataformas, por meio das linguagens próprias a cada uma delas.

As mudanças ocorridas no jornalismo moderno não foram somente visuais, mas também ideológicas. A informatização das redações não significou necessariamente maior renda para as editorias, pois o mercado jornalístico se tornou instável e extremamente competitivo, obrigando os profissionais a se especializarem para valorizarem suas funções.

Isso fez com que os jornais, que eram os responsáveis pela divulgação e grandes detentores da informação se reformulassem, repaginando a forma de escrever e noticiar um acontecimento. Ou seja, com a convergência criou-se um novo jeito de informar, integrando a notícia e o leitor de uma forma mais dinâmica e atrativa. E foi através da internet que isso se tornou possível.

Existem grandes diferenças na forma de transmitir informação antes e após o grande boom da internet no mundo. Antes, a informação era centralizada na imprensa, as funções de cada profissional da comunicação eram bem definidas nas redações, a opinião do leitor era restrita à cartas (ou seja, não existia interação direta com o leitor de forma mais efetiva em uma matéria ou pesquisa, por exemplo. E isso dificultava e muito a troca de informações, o retorno de uma pergunta, elogio ou reclamação), a concorrência entre os veículos era bem clara e definida, o fluxo de produção de conteúdo era único e apenas o jornalista redigia as matérias.

Exemplo de integração das redações e canais de comunicação do Jornal O Globo, unindo diversas mídias para levar a informação até o leitor
Exemplo de integração das redações e canais de comunicação do Jornal O Globo, unindo diversas mídias para levar a informação até o leitor

Já com a internet inserida no cotidiano das pessoas as fontes de informação passaram a ser inesgotáveis, passou a existir a grande concorrência na disseminação da informação, aumentou o fluxo de produção de conteúdo (até mesmo em horários alternativos), os textos e matérias passaram a ter autoria em equipe e, principalmente, a criação de diversos canais de distribuição de informações.

A partir deste momento, o leitor passou a ser usuário, a autoria se torna compartilhada por todos, os comentários e críticas são enviados em tempo real e todos possuem conhecimento disso, a fidelidade às marcas foi extinta (pois o leitor quer sempre mais informação, independente de onde ela venha),  o leitor sabe onde buscar a informação de que precisa e passa a conhecer o verdadeiro poder que ela possui.

Este novo papel do leitor Internet mudou os processos de produção de notícia. No início, os sites eram apenas canais de distribuição, uma simples ferramenta. Hoje a internet é um meio de comunicação tão avançado e ágil que somos incapazes de viver fora desta rede.

Os jornais tiveram que agir rapidamente para acompanhar este processo e não cair no esquecimento. Por isso, eles se tornaram empresas eficientes que aceitam a informação como produto e a publicidade como principal fonte de renda. Além disso, eles passaram a adquirir certos aspectos do jornalismo de revista que aprofunda, interpreta, analisa, explica e complementa os fatos que já ocorreram e foram explorados por outras mídias, utilizando uma série de recursos gráficos que facilitam a compreensão e a interação com o leitor.

A transformação nas rotinas das redações se inicia pela necessidade de encontrar novos modelos de negócio, encarar a nova concorrência e, acima de tudo, recuperar a audiência que ameaça ir embora. A partir deste momento, elas passam a integrar as equipes de produção do on-line e do impresso, começando a produzir para novas mídias. Treinamentos são iniciados nas redações dos principais veículos, que adotam novos conceitos de produção como 24/7 e web first.  E o jornalismo entrou efetivamente na nova era da multimídia.

Um pouco mais sobre convergência


terça-feira, 27 de março de 2012

Lançamento do novo iPad causa euforia no mundo


Por Nathalia Sandonato 

Apresentação do novo iPad Schiller, no início de março deste ano
Apresentação do novo iPad Schiller, no início de março deste ano

A venda do novo iPad causou frisson nos aficionados por tecnologia. Centenas de fãs da Apple formaram filas enormes para a compra da mais recente versão do tablet mais famoso do mundo, que chegou às lojas de 10 países, no último dia 16. Consumidores esperaram a abertura das portas para adquirir o novo aparelho no Reino Unido, França, Japão, Hong Kong e Cingapura.

A terceira geração do iPad também chegou na Austrália, Alemanha, Suíça e Canadá e estará disponível aos fãs americanos às 8h desta sexta-feira (horário local), com mais 25 países recebendo o novo modelo daqui a uma semana. A Apple ainda não anunciou a data de lançamento do aparelho no Brasil.

Muitos fãs desse aparelho, para o qual há uma lista de espera de três semanas para compras pela internet, passaram a noite em frente a Apple Store, em Nova York, com sacos de dormir, cobertores e guarda-chuvas. Todo esse sacrifício é para estar entre os primeiros a por as mãos no novo tablet. A Apple, que poderá vender até 1 milhão de unidades de seu último e melhorado dispositivo no mundo inteiro e, ainda, bater um novo recorde, já confirmou o esgotamento de seu estoque para as vendas antecipadas através de seu site.

Primeiro comprador do novo iPad na Apple Store, em Nova York (EUA)
Primeiro comprador do novo iPad na Apple Store, em Nova York (EUA)
Em 2010, quando foi lançada a primeira versão do popular tablet, a empresa de Steve Jobs vendeu mais de 55 milhões de unidades do dispositivo e em 2011 foram outros 40 milhões. O novo iPad, que foi apresentado no dia 7 de março em São Francisco em meio a uma grande expectativa, foi vendido na mesma categoria de preços de seus antecessores: US$ 499 em sua versão mais econômica e US$ 829 para a mais cara.

O novo aparelho também apresenta novidades como um processador mais rápido e de quatro núcleos, uma tela tátil de alta resolução e 3,1 milhões de pixels, conexão de alta velocidade 4G (LTE) e comando de voz. O tablet chegará em 23 de março aos clientes da Áustria, Bélgica, Bulgária, República Tcheca, Dinamarca, Espanha, Eslováquia, Eslovênia, Finlândia, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Liechtenstein, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia e Suécia.