Por: Rodrigo Barba
A história do jogador Heleno
de Freitas, ídolo do Botafogo na década de 40, será contada nas telas de cinema
e terão como protagonistas os atores Rodrigo Santoro e Alinne Moraes. O filme “Heleno,
o Príncipe Maldito” foi inspirado no livro do jornalista Marcos Eduardo Neves e
tem a direção de José Henrique Fonseca.
Nos anos 40, a cidade do Rio de
Janeiro era considerada um cenário dos sonhos e Heleno era como um príncipe.
Galã, charmoso e pretensioso, Heleno achava que seria o maior jogador de todos
os tempos. Porém, seu comportamento dentro e fora dos campos atrapalhou sua
carreira. Brigas com os companheiros, treinadores e dirigentes, o afastaram do Botafogo,
seu clube de coração, onde marcou 204 gols em 233 jogos. Fã das noitadas, o
jogador se envolvia com tietes e cantoras de boate. O polêmico atleta ainda se
viciou em álcool, cigarro e posteriormente o Éter.
O filme, rodado todo em
preto e branco, relata o sucesso de Heleno na juventude e o fim trágico daquele
que poderia ter registrado o seu nome na história do futebol mundial. Assista ao trailler oficial do filme:
O diretor José Henrique
Fonseca acha que a história de Heleno se iguala perfeitamente a um roteiro de
filme. “Heleno é um personagem cinematográfico. Acho que na história do futebol
brasileiro, não existe um jogador que se adeque tão bem a ser retratado em um
filme, cuja vida se parece com um filme. É um personagem fascinante”, disse o
diretor em entrevista ao blog Memória E.C.
O filme também marca o retorno de Rodrigo Santoro a uma grande produção do cinema nacional. Durante cinco anos, o ator estudou os trejeitos de Heleno, conhecido como um atacante de alta
categoria e com o cabeceio como ponto forte. Santoro também se dedicou a uma rotina de treinamento com o ex-jogador
Cláudio Adão, e precisou emagrecer 12 quilos para interpretar a
fase final do craque. Rodrigo conquistou o prêmio na
categoria de melhor ator no Festival de Havana.
O fim trágico de Heleno poderia refletir em alguns atletas, que atualmente, se dedicam a destruirem as próprias carreiras.
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