Por Nathalia Sandonato
Com a produção de espetáculos de grande porte, o Rio de Janeiro cresce
e aparece no universo do teatro. E somando-se a São Paulo, faz com que o Brasil
seja o terceiro maior mercado de musicais do mundo, ficando atrás apenas de
Nova York e Londres. A produção musical brasileira tem sido prestigiada com o
apoio das empresas na indústria da cultura e entretenimento e, principalmente,
na aceitação do público, que comparece em peso nas apresentações das peças em
cartaz.
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| Tiago Abravanel vive Tim Maia no espetáculo Vale Tudo |
Como se não bastasse o crescente número de
estreias, seis musicais estão indicados para o Prêmio Shell no circuito carioca
e outros dois concorrem ao troféu na edição paulista do evento, que divulga
seus resultados até o fim do mês.
As estreias de ‘Um
Violonista no Telhado’, ‘Tim Maia -
Vale Tudo’, ‘A Família Addams’ e
‘Priscila - A Rainha do Deserto’ (em
São Paulo), ‘Xanadu’, no Rio, e ‘Cabaret’ (que vai para o Teatro
Municipal de Paulínia antes de partir para o Rio) acompanham progressivos sucessos
de bilheteria. Mas o que de fato parece inédito é o reconhecimento da crítica.
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| José Maier em cena no espetáculo 'Um Violinista no Telhado' |
De acordo com a diretora cultural do Teatro Raul Cortez, Renata
Oliveira, a grande exposição dos musicais é o principal incentivo para a
especialização nos palcos. ‘Estamos em um momento muito bacana de valorização
dessa arte, que é tão bonita e tão completa. O teatro musical faz com que o
ator explore limites, pois une a dança, a música e a interpretação em um mesmo
momento’, declara Renata.
Com a demanda, cresce também o número de peças e a contratação de
equipe técnica e elenco. De olho no mercado que se abre, artistas com
diferentes histórias buscam a profissionalização ou o aperfeiçoamento de
técnicas para não ficar fora dos palcos. Para isso cursos de canto, teatro e dança
então sendo mais procurados por aspirantes ou profissionais da área.
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| Marisa Orth interpreta Mortícia Adams no musical 'A Família Adams' |
Os musicais cresceram nos últimos dez anos, tanto
com criações brasileiras como com réplicas idênticas às produções da Broadway,
como é o caso das montagens “importadas” como: ‘O Fantasma da Ópera’, ‘Miss
Saigon’, ‘Mamma Mia!’ e, agora, ‘A Família Addams’, que estreou com
Marisa Orth interpretando Mortícia Adams. Vale a pena conferir.



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